quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Te amo não é bom dia!

Te Amo Não É Bom Dia!
Há algum tempo vi uma comunidade no Orkut [que descanse em paz] com o mesmo título que me inspirou a escrever esse texto; Te amo não é bom dia!

Achei incrível e se encaixava perfeitamente ao momento que estava passando de desconstrução de alguns conceitos e comportamentos que são comuns a todos que são tidos como normais [obviamente, onde não me encaixo]. E se existe algo que é comum a todos é o amor.

Todo mundo cresceu sabendo o que era  esse sentimento, através das músicas, do cinema ou dos livros, todo mundo sempre soube como ele seria assim que ele acontecesse. Seria resultado de um encontro entre olhares onde, até o tempo pararia pra eternizar aquele momento. As pessoas ao redor ficariam todas em uma espécie de efeito câmera lenta e desfocadas, completamente sem o menor atrativo diante das íris dos nossos olhos que estariam pelos segundos mais longos do universo fitos no outro. Juntamente com isso todas as sensações físicas e químicas que o corpo pode produzir se manifestariam naquela hora. As batidas mais forte do coração, a vida antes daquele momento passando como um filme na nossa cabeça enquanto borboletas insistiriam em voar na nossa barriga.  Tudo isso seria lindo se não fosse uma grande fantasia. Talvez funcione muito bem em Hollywood, mas na vida real não é assim. O amor não é um sentimento simples e involuntário, como muitos acreditam, que acontece como um passe de mágica. Tanto não é que se não houver reciprocidade ele pode acabar.

Observando pessoas “normais” mergulhadas em novos relacionamentos vejo como aqueles momentos que o outro provoca em nós sensações perturbadoras, a paixão, pode enganar alguns e os levar a pensar que se trata da  profundidade de um sentimento que se baseia no que tem fundamentos sólidos para existir, o amor. Não vejo com bons olhos esses novo casais que querem provar que serão felizes para sempre, sendo que “sempre” muitas vezes dura apenas alguns meses. Esses arroubos de paixão são incríveis mas é o que vêem depois que isso começa a se desgastar o que eu acredito que seja o amor.

Posso até parecer traumatizado ou revoltado [ouço bastante isso], mas não enche meus olhos declarações de amor exageradas, mudanças instantâneas de status na área de relacionamento do Facebook ou tatuagens com nomes do “grande amor da sua vida” que você acabou de conhecer.

Claro que isso não é uma regra, é apenas como vejo as coisas. Mas se tudo isso funciona pra você, ótimo! De verdade… Só não queira que tudo isso seja lugar comum pra todo mundo. Tipo eu.
Reconheço que o amor nos deixa mais leves, mas retardados, não!

2 comentários:

  1. Muito legal o post!
    Tbm penso dessa maneira, acredito que o amor reside ao lado do livre arbítrio. É necessário esforço e dedicação para que ele sobreviva.
    Abraço irmão!

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