sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eu, igreja!

Eu, igreja! Quero compartilhar uma experiência recente e marcante que tive relacionada a fé. Quando falo de fé nesse sentido, falo de minha crença no cristianismo e tal.

Talvez se você não seguir uma denominação [qualquer que seja] você não entenda  muito do que vou descrever, mas ainda assim continue lendo. Pode valer a pena.

Sabe quando você se sente igreja ao invés de só fazer parte de uma instituição que muitas vezes apenas usa esse nome pra projeções pessoais e repressão coletiva!? Pois é, já dá pra perceber que não estou me referindo a nenhum culto de maravilhas ou coisa parecida que eu tenha participado. Numa noite de terça-feira depois de um dia cansativo de trabalho pra mim, eu mais alguns jovens da minha igreja fomos visitar um irmão que também faz parte do nosso grupo de jovens e que depois de umas complicações de saúde está um pouco debilitado, mas se recuperando. Sabe criança quando recebe um brinquedo que ela esperou muito tempo pra ter?! Essa foi a reação dele ao nos receber. Apesar da sua debilidade ser pulmonar, o que dificulta sua respiração e consequentemente sua fala, se não fosse pelas pausas que ele fazia pra “pegar ar” [não como brincamos quando alguém esta enraivecido, mas, literalmente] nem diríamos ser ele o alvo daquela visita. Brincando, como de costume e ao mesmo tempo testemunho de como DEUS o tinha guardado durante todo aquele processo e como continuava agindo com poder em sua vida, percebi como aquela visita talvez tenha feito muito mais bem pra mim do que pra ele mesmo. Me senti tão “fazendo a vontade de DEUS“. E o curioso tudo isso é que eu estava de bermuda e chinelo, sem minha bíblia em mãos, sem o acompanhamento de um ministério de louvor equipado com os melhores instrumentos e nem ouvimos uma pregação pomposa e eloquente do pastor que estava ali presente. Por esse e por outros momentos, não consegui entender como posso levantar a bandeira de uma religião que não é capaz de me impulsionar a agir em prol da mesma. Não com nossos cultos de adoração que mais servem pra nos expormos como verdadeiros pavões espirituais, que idiotamente querem mostrar pra DEUS o que sabem fazer. Mas na prática, gastando tempo, dinheiro ou mesmo a própria vida. E ajudando quem além de ouvir que Jesus o ama, precisa de comida pra sua casa, ou um quarto em algum hospital, uma doação em dinheiro, enfim!

Esse tipo de coisa é tão pessoal que quero deixar bem claro que isso aqui não é nenhuma forma de me espiritualizar ou enfiar Jesus sua goela abaixo. Falo de algo que me dá as convicções que preciso pra seguir nutrindo uma fé fora dos padrões, nem melhor e nem pior, apenas muito particular. Fora do saleiro…

Um comentário:

  1. Meu Líder ... Compartilho com vc essa experiência que foi realmente muito diferente e edificadora e que me mostrou que estamos aqui pra fazer a diferença. #PodemosFazerMais !!!

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