quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Qual o julgo da GRAÇA?



A graça de DEUS, pra mim, é a exata definição do que se resume de toda a Palavra de DEUS (a Bíblia). É um assunto que me intriga e ao mesmo tempo me fascina. Por se tão interessado no favor não merecido de DEUS estou começando uma maratona de leituras acerca desse assunto. Comecei lendo Maravilhosa Graça de Philip Yancey e já no primeiro capítulo me deparei com uma verdade dilacerante. Esse é o trecho inicial do livro:

“... Uma prostituta veio falar comigo em terríveis dificuldades, sem lar, doente, incapaz de comprar comida para si e para a filha de dois anos de idade. Entre soluços e lágrimas, contou-me que estivera alugando sua filha — de dois anos de idade! — a homens interessados em sexo pervertido. Ela ganhava mais alugando sua filha por uma hora do que poderia ganhar ela mesma em uma noite. Tinha de fazê-lo, dizia, para sustentar o vício das drogas. Eu mal agüentava ouvir a sua sórdida história. Havia outra coisa, eu me sentia legalmente responsável — tenho de denunciar casos de abuso contra crianças. Mas naquele momento eu não tinha idéia do que dizer àquela mulher. Finalmente, perguntei a ela se nunca havia pensado em ir a uma igreja para pedir ajuda. Nunca me esquecerei do olhar assustado que perpassou seu rosto. "Igreja!", ela exclamou. Por que eu iria a uma igreja? Eu já me sinto terrível o suficiente. Eles vão fazer que eu me sinta ainda pior."

Um livro publicado há quase dez anos atrás, mas, que continua tão atual quanto na época de seu lançamento. A igreja que deveria construir pontes ergue muros. Ao invés de abraçar, chuta.

O discurso afiado de amar as vidas é pregado nos púlpitos, mas e nos bastidores, como nos comportamos diante da graça de DEUS?

A graça é suficientemente abrangente pra alcançar pessoas desse tipo?

E ainda que seja ela acharia pouso em nós pra ao invés de julgarmos e condenarmos, ajudarmos?

Esses são alguns dos questionamentos que me faço procurando respostas.

Tornamos a graça de DEUS um julgo pra muitas pessoas e esquecemos que ela foi capaz de nos redimir dos nossos próprios pecados. A graça nos foi dada independente de quem fôssemos e do que houvéssemos feito. Por isso é GRAÇA, pois não há um preço que pudéssemos ou possamos pagar. Mesmo que eu e você nos achemos bons o bastante, santos o bastante, líderes o bastante. Simplesmente não merecemos e aí nos igualamos com a prostituta que alugava sua filha, ou com o viciado de drogas que rouba pra manter seu vício, ou com ateu que diz e acredita que DEUS não existe, ou quem quer que seja.

A graça foi dada e está ao alcance de todos, basta pegar a sua (de graça).

Abraço e pensem nisso...

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