segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ele extrapola tudo.


Ele extrapola tudo.

Lendo o excelente material escrito pelo Marcos Almeida da banda Palavrantiga acerca da [velha] discussão gospel/secular em relação a música, percebi que sempre enxerguei vestígios de Deus em algumas músicas "do mundo". Muito além de apenas negar Sua existência ou tentar desconstruir a fé sobre Ele ser quem Ele é, algumas são orações ou mesmo composições em Seu louvor.

Penso que Deus não se limita às prateleiras "Gospel/Religioso", Ele extrapola tudo.
Porque não até a arte?

Acho válida a reflexão! Não quero mudar a opinião de ninguém sobre nada, mas uma segunda opinião sobre qualquer coisa sempre traz algo novo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Parabéns pra mim!

Parabéns pra mim!

Então, mais um aniversário!! Taí um dia complicado da nossa agenda. Apesar de ser um dia normal, todo mundo espera que você aja como se fosse o dia mais importante da sua vida, do ano! Imagina a responsabilidade de ter que ser feliz nesse dia!?

Acordei, levantei e a imagem no espelho continua igual. O que mudou?! Por fora, aparentemente nada.
Ouvir o dia inteiro as mesmas frases de efeito, algumas com verdade, outras só por educação. Alguns parabéns de gente que mesmo distante transmite mais intensidade que alguns abraços que não me causam nada. Ter que informar a todos que se relacionam comigo que "hoje é meu aniversário", como se elas tivessem uma obrigação de me felicitar por mais um ano de vida, me soa estranho. Ou menos um, na verdade. Concordo com o Rubem Alves quando ele diz que "a idade que completamos são os anos que não temos mais, foram gastos já. Quantos nos restam, só Deus sabe!" Acredito por esse motivo, que a vida tem que ser uma constante festa, com responsabilidade, mas sem perder toda a diversão! Por isso se é para celebrar esse dia, que seja em uma reunião alegre, não algo pesado, cheio de protocolos e hipocrisia. Me desculpem ou não, mas evangélicos nós não sabemos fazer festas. Porque temos que tornar sacro um momento que é para a alma e não para o espírito!? Vamos aprender a diferenciar isso!!

Mas ainda assim sou grato pelos que me cercam de amor, envoltos em muito clichê! Aos familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e conhecidos que me estimulam no árduo exercício de controlar meu temperamento difícil em prol da afeição que é o vinculo que nos une, muito obrigado por demostrarem em um dia do ano que se importam comigo, assim como em todos os outros. Aos que "não vão muito com minha cara" desculpe mas não tenho tempo pra gastar com vocês!!

Vlw!!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Forever Alone

Forever Alone

Das muitas coisas que acontecem pelas redes da internet e entre as poucas que não deveriam ter importância alguma fora dela, esta o conhecido  “memê”; Forever Alone.  Mas não tenho como não tirar de algo sem aparente relevância algum proveito. Ele [esse memê] me fez pensar na necessidade de se estar só!

Por mais que seja bom saber que temos família, amigos, amados mesmo que estejam sempre por perto e dispostos a nos ajudar quando precisamos, alguns momentos devem ser regados a completa solidão. Não precisam ser períodos completos de depressão, mas falo de organização de pensamentos, sentimentos e afins. Percebo que somos cercado por tantas informações, tecnologias e distrações quem nem mesmo somos boas companhias pra a pessoa que mais deveria nos importar; nós mesmos. Sabe quando você chega em casa e liga a tv ou coloca aquela música pra tocar sem ter a intenção de dar atenção aquilo que você acabou de ligar, você só não quer se sentir só!? É disso que falo, não podemos nos roubar esses momentos de introspecção. Esse tempinho que podemos “ruminar” o dia, ou algum fato não muito bem resolvido, ou mesmo fazer um programa sem interferências exteriores maiores, enfim, ficar a sós “conosco mesmo”.

Não abro mão desses momentos e se pudesse te dar um conselho [o que não vou fazer] te diria: Faça o mesmo! 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Te amo não é bom dia!

Te Amo Não É Bom Dia!
Há algum tempo vi uma comunidade no Orkut [que descanse em paz] com o mesmo título que me inspirou a escrever esse texto; Te amo não é bom dia!

Achei incrível e se encaixava perfeitamente ao momento que estava passando de desconstrução de alguns conceitos e comportamentos que são comuns a todos que são tidos como normais [obviamente, onde não me encaixo]. E se existe algo que é comum a todos é o amor.

Todo mundo cresceu sabendo o que era  esse sentimento, através das músicas, do cinema ou dos livros, todo mundo sempre soube como ele seria assim que ele acontecesse. Seria resultado de um encontro entre olhares onde, até o tempo pararia pra eternizar aquele momento. As pessoas ao redor ficariam todas em uma espécie de efeito câmera lenta e desfocadas, completamente sem o menor atrativo diante das íris dos nossos olhos que estariam pelos segundos mais longos do universo fitos no outro. Juntamente com isso todas as sensações físicas e químicas que o corpo pode produzir se manifestariam naquela hora. As batidas mais forte do coração, a vida antes daquele momento passando como um filme na nossa cabeça enquanto borboletas insistiriam em voar na nossa barriga.  Tudo isso seria lindo se não fosse uma grande fantasia. Talvez funcione muito bem em Hollywood, mas na vida real não é assim. O amor não é um sentimento simples e involuntário, como muitos acreditam, que acontece como um passe de mágica. Tanto não é que se não houver reciprocidade ele pode acabar.

Observando pessoas “normais” mergulhadas em novos relacionamentos vejo como aqueles momentos que o outro provoca em nós sensações perturbadoras, a paixão, pode enganar alguns e os levar a pensar que se trata da  profundidade de um sentimento que se baseia no que tem fundamentos sólidos para existir, o amor. Não vejo com bons olhos esses novo casais que querem provar que serão felizes para sempre, sendo que “sempre” muitas vezes dura apenas alguns meses. Esses arroubos de paixão são incríveis mas é o que vêem depois que isso começa a se desgastar o que eu acredito que seja o amor.

Posso até parecer traumatizado ou revoltado [ouço bastante isso], mas não enche meus olhos declarações de amor exageradas, mudanças instantâneas de status na área de relacionamento do Facebook ou tatuagens com nomes do “grande amor da sua vida” que você acabou de conhecer.

Claro que isso não é uma regra, é apenas como vejo as coisas. Mas se tudo isso funciona pra você, ótimo! De verdade… Só não queira que tudo isso seja lugar comum pra todo mundo. Tipo eu.
Reconheço que o amor nos deixa mais leves, mas retardados, não!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eu, igreja!

Eu, igreja! Quero compartilhar uma experiência recente e marcante que tive relacionada a fé. Quando falo de fé nesse sentido, falo de minha crença no cristianismo e tal.

Talvez se você não seguir uma denominação [qualquer que seja] você não entenda  muito do que vou descrever, mas ainda assim continue lendo. Pode valer a pena.

Sabe quando você se sente igreja ao invés de só fazer parte de uma instituição que muitas vezes apenas usa esse nome pra projeções pessoais e repressão coletiva!? Pois é, já dá pra perceber que não estou me referindo a nenhum culto de maravilhas ou coisa parecida que eu tenha participado. Numa noite de terça-feira depois de um dia cansativo de trabalho pra mim, eu mais alguns jovens da minha igreja fomos visitar um irmão que também faz parte do nosso grupo de jovens e que depois de umas complicações de saúde está um pouco debilitado, mas se recuperando. Sabe criança quando recebe um brinquedo que ela esperou muito tempo pra ter?! Essa foi a reação dele ao nos receber. Apesar da sua debilidade ser pulmonar, o que dificulta sua respiração e consequentemente sua fala, se não fosse pelas pausas que ele fazia pra “pegar ar” [não como brincamos quando alguém esta enraivecido, mas, literalmente] nem diríamos ser ele o alvo daquela visita. Brincando, como de costume e ao mesmo tempo testemunho de como DEUS o tinha guardado durante todo aquele processo e como continuava agindo com poder em sua vida, percebi como aquela visita talvez tenha feito muito mais bem pra mim do que pra ele mesmo. Me senti tão “fazendo a vontade de DEUS“. E o curioso tudo isso é que eu estava de bermuda e chinelo, sem minha bíblia em mãos, sem o acompanhamento de um ministério de louvor equipado com os melhores instrumentos e nem ouvimos uma pregação pomposa e eloquente do pastor que estava ali presente. Por esse e por outros momentos, não consegui entender como posso levantar a bandeira de uma religião que não é capaz de me impulsionar a agir em prol da mesma. Não com nossos cultos de adoração que mais servem pra nos expormos como verdadeiros pavões espirituais, que idiotamente querem mostrar pra DEUS o que sabem fazer. Mas na prática, gastando tempo, dinheiro ou mesmo a própria vida. E ajudando quem além de ouvir que Jesus o ama, precisa de comida pra sua casa, ou um quarto em algum hospital, uma doação em dinheiro, enfim!

Esse tipo de coisa é tão pessoal que quero deixar bem claro que isso aqui não é nenhuma forma de me espiritualizar ou enfiar Jesus sua goela abaixo. Falo de algo que me dá as convicções que preciso pra seguir nutrindo uma fé fora dos padrões, nem melhor e nem pior, apenas muito particular. Fora do saleiro…

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Eu e minha fé

Eu e minha fé

Foto: Erick Paz

Observando um diálogo medíocre de gente que considero até intelectualmente esforçada, percebi como o julgamento é um comportamento comum a todos nós. Eles conversavam julgando o comportamento de terceiros, eu ouvindo e consequentemente julgando a eles e agora o martelo está com você. Vi como conseguimos de maneira “precisa” julgar alguém olhando superficialmente pra ele. É só observarmos uma atitude alheia [isolada], tirarmos conclusões precipitadas e pronto. Simples assim. Sem nenhuma responsabilidade com fatos ou qualquer coisa parecida.

Sei que é natural, é humano e todo mundo faz isso mas me estranha muito ver quem tem um discurso afiado de amor ao próximo [na teoria, claro] muitas vezes falar com um tom meio que de superioridade misturado com um pouco de nojo do comportamento dos outros. Sei lá…

Se eu sendo evangélico não acredito no evangelho que essas pessoas defendem, como que as pessoas que estão cada vez mais distantes de qualquer senso de moralidade e esperança vão ser alcançadas por esse cristianismo?

Fé não pode [e nem deveria] ser medida por práticas, pois do que adianta nossas obras cheias de espiritualidade se elas não transmitem amor nem mesmo compaixão, muitas vezes?

Já perdi a fé em muitas coisas; pessoas, organizações e até mesmo nas minhas próprias convicções, sou na maior parte do tempo um cético. Sobre tudo e todos. Mas isso não faz de mim o pior cristão do mundo. Tem gente em nome de Deus fazendo coisas muito mais terríveis. Gosto de pensar que esses meus questionamentos definem aquilo em que acredito ou não e se tem algo em que eu vou sempre acreditar é que existe alguém que, apesar de ser tido por muitos como uma “entidade” de tal importância que não pode se relacionar com o humano, está perto de mim. Eu chamo “isso” de DEUS e coloco toda a confiança que me resta N’Ele. Ainda que eu não O veja ou mesmo que não O perceba na maioria das vezes, sei que ele está ao meu alcance. Ainda que eu não ande em seus perfeitos caminhos, nos moldes como os homens determinaram que é o certo trilhar, sei que Ele até nos meus caminhos [escolhas] me guiará. Sempre!

Mas Ele sabe que nunca vou conseguir ser como aquela irmã que por ter “aceito” (termo que detesto ouvir nas igrejas) Jesus como Senhor da sua vida, acredita ser melhor que um católico, espírita, candomblecista, ou quem quer que seja apenas por ter fé em algo diferente que ela. Como eles sou apenas mais um miserável que nunca vou ser merecedor da tamanha graça. Mas ainda assim recebi da parte Dele.

Nem como aquele que em nome de seu  “chamado ministerial” (leia-se realização pessoal e necessidade de ser visto) abre mão de muitas “coisas do mundo” e junto com elas dos momentos devocionais que deveria nutrir enquanto as pessoas não podem o ver ou aplaudir. Sem seu instrumento ou seu microfone e fora de uma plataforma, palco, altar, como quiser.

Nem como aquele obreiro que parece ser aprovado aos olhos de todos, mas no seu interior sabe que é apenas uma fraude e que o evangelho que prega é tão raso quanto sua hombridade. Que apenas repete o que ouve de outros por conveniência ou por talvez não ter nenhuma outra causa que aceitaria alguém tão vazio, mas convincente, quanto ele. 

Ou talvez eu seja todos esses e mais aquele que você prefere apontar os defeitos, e que diga-se de passagem não são poucos!!

Esse sou eu e essa é a minha [pouca] fé!

*Depois do hiato tinha que ser um textão!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Entre a culpa e o arrependimento

Entre a culpa e o arrependimento Se existem dois sentimentos que se parecem tanto a ponto de nos confundirmos entre eles, são esses dois:
A culpa e o arrependimento. Mas, apesar de se parecerem bastante, as consequências que ambos podem causar são extremamente diferentes.
Vou usar dois exemplos que vão ficar bem fáceis de entender onde quero chegar. Para isso, você vai ter que pegar sua bíblia ou abrir o Bíblia Online:

Pedro

Judas

Mateus 26:20-25 Mateus 26:31-35
Mateus 26:47-50 Mateus 26:69-75
João 21:12-17 Mateus 27:3-6

Sacaram!? O arrependimento de Pedro o levou a receber o perdão de Jesus e ser uma parte importante na história do cristianismo, enquanto a culpa de Judas o levou a não suportar viver com a consequência do que ele havia feito.

A culpa é como a goteira da torneira que o tempo todo nos atormenta e não nos deixar seguir em frente sem perceber que ela está lá. Ela se instala na consciência e sempre vem nos visitar trazendo a tona aquilo que muitas vezes ninguém sabe mas é como se fosse o assunto que estão falando ao olharem pra nos quando entramos em um lugar. Ela nos tornamos reféns de nós mesmos. E infelizmente esse é o trunfo que prende alguns a algumas religiões, o sentimento de culpa, da qual nunca ficam livres. Enquanto o arrependimento nos traz o peso da responsabilidade de nossas ações, mas também a certeza do perdão, quando abrimos o coração pra DEUS ou mesmo para os alvos que foram atingidos com as tais ações, confessamos e abandonamos esse comportamento.

Essa não é tarefa fácil, mas é seu exercício que nos leva a sermos pessoas livres, ainda que não na mesma proporção da história que separa o trinfo do perdão recebido por Pedro à frustração suicida de Judas, mas ainda assim, livres.